Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

31
Mai 12

A empresa de logística Bluegrace, baseada nos Estados Unidos, vai investir de forma contundente na edição do próximo sábado do UFC, circuito de lutas de artes marciais mistas (MMA). A companhia patrocinará dois atletas do card principal do evento.

 

A marca da Bluegrace estará associada aos lutadores Johny Hendricks e Patt Barry. Os dois assinaram apenas contratos pontuais com a empresa, e nos dois casos o montante envolvido é mantido em sigilo.

 

Hendricks lutará no sábado contra Josh Koscheck. Barry, por sua vez, terá como rival Lavar Johnson. Os dois duelos fazem parte do card principal do UFC, que será realizado nos Estados Unidos.

 

“Já patrocinamos Johny e Pat anteriormente. Os dois são dedicados, resilientes e apaixonados. Essas são qualidades que nós também enxergamos na Bluegrace”, disse Bobby Harris, diretor-executivo da empresa de logística.

 

Edital: Maurício 31/05/2012

publicado por INESUL às 17:50

30
Mai 12

A Brasil Log - Feira Internacional de Logística 2012, acontece entre os dias 19 e 22 de junho em Jundiaí,

a 30 Quilômetros da Capital Paulista promete movimentar o mercado internacional.

Em sua terceira edição, a Brasil Log reúne cerca de 100 expositores de todos os setores que englobam o universo logístico, desde a mão de obra especializada até movimentação de cargas e outros serviços. É uma das poucas feiras do setor a englobar diferentes nichos deste mercado.

O objetivo é criar um espaço onde investidores, empresários e profissionais da área possam conhecer produtos, tendências, soluções e lançamentos, atraindo um público altamente qualificado, em busca de networking e negócios.

Os visitantes também poderão trocar experiências e assistir a palestras e workshops.

A expectativa do evento é atrair cerca de 15 mil pessoas de todo o país ao

Parque Comendador Antônio Carbonari, o Parque da Uva, um espaço de 53 mil m2

divididos em 3 pavilhões cobertos mais uma extensa área externa.

 

Edital: Maurício 30/05/2012

publicado por INESUL às 17:42

29
Mai 12

Para marcar o Dia Internacional da Biodiversidade, nesta terça-feira, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas lançou on-line o livro “Um oceano: muitas palavras, muita vida”. A publicação destaca que os mares cobrem 71% da superfície. Cerca de 40% da população mundial vivem a cem quilômetros da costa.

A estimativa é que 250 mil espécies marinhas sejam conhecidas pelo homem, mas ainda é necessário muito esforço em pesquisas para cobrir melhor a imensa biodiversidade submersa.

O livro traz dados e estimativas indicando que toxinas produzidas por certas espécies marinhas podem auxiliar na produção de remédios, que devem movimentar mais de US$ 5 trilhões. Já os ecossistemas costeiros prestam serviços ambientais, como o turismo e a proteção de linha de costa contra tempestades, avaliados em cerca de US$ 26 bilhões.

O prefácio, assinado pelo brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, Secretário-Eda CBD, ressalta 15% da proteína animal consumidas são obtidas dos peixes. E afirma que a proteção dos ecossistemas marinhos é crucial para o bem-estar humano.

Os oceanos também conquistaram grande espaço na Rio+20. No dia 17 de junho, está previsto ciclo de debates sobre biodiversidade na Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, que abordará a necessidade de criar mecanismos de proteção para os mares.

- São águas que abrigam os maiores animais que já viveram na terra e também bilhões e bilhões de animais minúsculos – diz o Coordenador da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Gallucci, em nota divulgada pelo Ministério.

 

fonte:http://portalmaritimo.com

 

Edital: Maurício 29/05/2012

publicado por INESUL às 15:57

28
Mai 12

MAIO

29 Dia do Estatístico

     Dia do Geógrafo
30 Dia da Aeromoça
     Dia do Decorador
31 Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social
     Dia Mundial do Combate ao Fumo
     Dia Mundial do Comissário de Bordo
     Dia da Aeromoça

JUNHO
04 Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão

 

Edital: Maurício 28/05/2012

publicado por INESUL às 19:03



publicado por INESUL às 18:25

27
Mai 12

 

“ Para um planeta sustentável

basta você não sustentar seu consumismo”

- Roniam Tercosmo

 

Edital: Maurício 27/05/2012

 

publicado por INESUL às 17:31

26
Mai 12

O processo logístico no downstream inicia-se em cada uma das refinarias existentes no país.

Os produtos são transferidos e armazenados nas bases de distribuição primárias, de onde seguem para bases de distribuição secundárias ou para clientes finais como postos de abastecimento, grandes consumidores e atacadistas.

No Brasil, os oleodutos autorizados pela ANP totalizam aproximadamente cerca de 7.500 km de extensão, sendo que 25% são destinados à movimentação de petróleo e 75% à movimentação de derivados e outros produtos.

Entretanto, do total de oleodutos, menos de 30% são classificados como sendo de transporte, ou seja, podem ser compartilhados.

Os terminais são compostos por um conjunto de instalações utilizadas para recebimento, armazenagem e expedição de produtos, constituindo um elo fundamental na infra-estrutura de movimentação de petróleo e seus derivados.

Um exemplo é o Terminal Madre de Deus, na Bahia, situado a 4,5 km da Relam, que recebe petróleo bruto para a refinaria, faz o escoamento de parte de sua produção e ainda recebe derivados destinados a terminais terrestres no interior da Bahia.

O compartilhamento desse tipo de instalações, para operações de escoamento da produção e importação de derivados, evidencia a limitada capacidade disponível existente, tornando complexo o atendimento das demandas de acesso.

A tendência da indústria brasileira de petróleo para os próximos anos é de maturação dos investimentos feitos pelas parcerias entre empresas privadas e o governo, na busca da auto-suficiência, gerando, conseqüentemente, um aumento da produção de petróleo e exigindo uma expansão da infra-estrutura logística brasileira.

Percebe-se que a indústria brasileira de petróleo, com respeito à logística de distribuição de derivados, está diante de um grande desafio: Transformar a logística num diferencial e expandir a infra-estrutura, eliminando os gargalos existentes.

 

 

Edital: Maurício 26/05/2012

publicado por INESUL às 17:18

25
Mai 12

 

Edital: Maurício 25/05/2012

publicado por INESUL às 18:48

A falta de infraestrutura explica parte do problema. A escassez de mão de obra, que atinge quase toda a economia, também penaliza o setor — como no caso da Braspress. Calcula-se que faltem 100.000 motoristas de caminhão no Brasil. Uma parcela significativa daqueles que no passado trabalhavam como autônomos acabou migrando para a construção civil ou para a indústria.

É fato também que a carreira de motorista não tem o mesmo apelo do passado — o antigo desbravador ao volante encara agora o trânsito caótico e as restrições de circulação nos centros urbanos. No final de junho, a Confederação Nacional dos Transportes entregou ao ministro Aloizio Mercadante, da Ciência e Tecnologia, um plano de formação de caminhoneiros que pretende treinar 150.000 motoristas nos próximos três anos.

Isso cobriria o déficit atual e ainda atenderia à expansão futura da atividade. A entidade pede que o governo solucione um dos maiores obstáculos à formação de novos motoristas: a habilitação profissional custa 2.400 reais.

Nas empresas usuárias do transporte, a ordem do dia é criar saídas para contornar os obstáculos logísticos e continuar atendendo o cliente. A Kimberly-Clark, fabricante de produtos de higiene pessoal, opera com estoque 30% acima do que seria ideal para evitar eventuais desabastecimentos. O envio de uma carga de São Paulo a Manaus pode levar até 30 dias — o prazo aceitável seria de no máximo dez dias.

"O custo financeiro de carregar um estoque tão grande é enorme", diz João Damato, presidente da Kimberly-Clark. A fabricante de eletroeletrônicos Samsung mantém uma verdadeira operação de guerra diária em Manaus para conseguir a liberação dos contêineres com componentes importados que chegam da Ásia.

"Como há apenas três fiscais agropecuários que liberam os contêineres, precisamos caçá-los todos os dias nos três portos da cidade", diz Benjamin Sicsu, vice-presidente de novos negócios da Samsung. "Às vezes, colocamos a carga no caminhão e vamos atrás deles." A liberação no prazo pode significar custo mais competitivo para a empresa — e preço menor para o consumidor. Na divisão de TVs da Samsung, a logística representa 10% do custo final do produto.

Com as empresas tentando reduzir os riscos de desabastecimento, não é para menos que o setor logístico esteja num aperto. Hoje, a busca por centros para a estocagem e a distribuição é intensa. No cinturão que liga as cidades de São Paulo, Sorocaba e Campinas estão em construção 40 centros logísticos de grande porte. Todos os espaços já estão pré-locados ou vendidos.

"Quem quiser um novo armazém tem de esperar de seis a sete meses", afirma Pedro Candreva, diretor da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. O reflexo da situação é que o preço médio real do metro quadrado para aluguel dessas estruturas aumentou quase 70% desde 2005.

E mesmo quem consegue lugar ainda tem de enfrentar os tradicionais problemas de infraestrutura no Brasil. Em maio de 2011, a operadora logística americana Penske inaugurou um centro de distribuição na cidade de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Até o final de junho, o centro operava com gerador — a concessionária de energia não havia feito a conexão à rede elétrica. Também não havia chegado lá o cabo de telefone fixo. No Brasil que cresce sem infraestrutura, as carências não se limitam à logística.
 

Fonte: http://exame.abril.com.br

 

Edital: Maurício 25/05/2012

publicado por INESUL às 06:41

24
Mai 12
Segue abaixo texto extraído da Revista Veja:

Quem é o profissional que toda grande empresa contrataria imediatamente e a qualquer preço, segundo setenta líderes de mercado ouvidos por VEJA.

 

Revista Veja - por Julia Carvalho e Carolina Rangel

 

Se você é engenheiro civil, cursou pós-graduação em finanças e outra em gestão de projetos, atua há pelo menos dez anos no mercado, fala inglês, espanhol e arranha um mandarim, não faz questão de morar em um grande centro, não se im­porta em viajar regularmente, já fez algum tipo de trabalho voluntário na vida e, em algum momento, estudou ou traba­lhou no exterior, parabéns! Para as maiores empresas brasileiras, você é a visão da terra prometida, a última Coca-Cola gelada do deserto, o pro­fissional que todas sonham em contratar. Mais do que isso, você tem tudo para merecer um salário que já começa em cinco dígitos (e vai su­bindo a perder de vista) e não terá de se preocupar em procurar emprego na próxima década - ele virá correndo até você.

 

Para chegar ao perfil do profissional mais cobiçado do mercado, a reportagem de VEJA ouviu diretores e presidentes de setenta compa­nhias líderes nos setores mais pujantes da economia de acordo com a sua participação no PIB. São eles: tecnologia da informação, financeiro, va­rejo, agronegócio, energia, construção, extração mineral e indústria, logística e bens de consumo (alimentação e higiene). As entrevistas, feitas com a orientação de quatro especialistas em carreira, economia e enge­nharia, revelaram dados surpreendentes. Um deles: o profissional mais desejado pelas empresas brasileiras não é mais aquele que domina pro­fundamente a sua área de conhecimento. Ou melhor, não é mais aquele que domina APENAS a sua área de conhecimento. Em todos os nove setores pesquisados, o profissional mais raro e disputado é invariavel­mente um "combo": um agrônomo que entende de biotecnologia, por exemplo, ou um engenheiro naval com especialização em petróleo e MBA em gestão de pessoas. Em todos os casos, o que se busca, basicamente, é um profissional que alie ao conheci­mento técnico a capacidade de gerir um negócio. Para o engenheiro naval, por exemplo, não basta que ele seja perito em fazer cálculos e erguer plataformas de petróleo. É preciso que tenha conhe­cimento e habilidade para lidar com empregados nas diversas fases da pro­dução e eventualmente interagir com a população que será afetada pela cons­trução da plataforma.

 

Das dez graduações mais pedidas pelas empresas dos setores pesquisados, sete são algum tipo de engenharia, o que se explica pelo descompasso en­tre as necessidades do mercado e a produção recente das universida­des. "Nos, últimos vinte anos não houve grandes projetos de engenharia no Brasil", afirma Leandro de Aguiar, presidente da .Andrade Gutierrez Engenharia. Trata-se de um cenário em diferente do atual, com vul­tosos investimentos externos e da parte do governo federal. "Essa es­tagnação no período recente fez com que não formássemos profissionais em número suficiente para suprir a deman­da que temos hoje."

 

Mais do que engenheiros, no entan­to, as empresas desejam que seus me­lhores funcionários saibam lidar com dinheiro e consigam, por exemplo, elaborar projetos com reais chances de sair do papel. Para isso, eles têm de dar asas à criatividade mantendo os olhos no orçamento, nos pre­ços, na concorrência e nos lucros. É por esse motivo que a maior parte dos empregadoes entrevistados por VEJA disse considerar ideal o casa­mento entre duas pós-gradua­ções: em finanças e em gestão de projetos. As qualificações que elas oferecem ainda trazem outro bônus. Servem tanto para ajudar a expandir negócios em pe­ríodos de bonança como para blindá-los em momentos de crise. Nas páginas seguintes, VEJA mostra quais são os profissionais que têm o futuro garanti­do nos setores mais promissores da economia.

 

Agronegócio

O multiplicador de grãos

As oito empresas de agronegócio entrevistadas por VEJA concordaram que o engenheiro agrônomo é hoje o profissional mais solicitado do setor e três delas disseram considerar essencial que ele tenha especialização em biotecnologia. Esse conhecimento é o que possibilitará que a agroíndústrta continue aperfeiçoando seus métodos de produção. Desde a chamada Revolução Verde, iniciada na década de 60, o uso de defensivos, fertilizantes e o melhoramento genético de sementes - além da mecanização - resul­taram num extraordinário salto de produtivi­dade agrícola. No Brasil, o volume de grãos dobrou nos últimos vinte anos. As empresas esperam continuar aumentando esse ritmo de crescimento e, para isso, contam com o desenvolvimento de novas tecnologias. Por causa do crescimento das exportações do agronegócío brasileiro - elas atingiram 89 bilhões de dólares em 2011, 25% a mais do que em 2010 -, um candidato com MBA na área de administração, com ênfase em mercado internacional, seria mais do que bem-vindo, disseram três diretores. Outro item obrigatório no perfil do candida­to ideal é a disponibilidade para morar longe dos grandes centros, onde a produção realmente acontece.

Empresas entrevistadas: Louis Oreyfus Commodities, Cargill, Monsanto, Suzano Papel e Celulose, Raízen, Syngenta, SLC Agrícola e FMC.

 

Alimentação e higiene

O criador de beleza

No setor de produtos farmacêuticos e de beleza, a estrela da vez é o engenheiro químico ou farmacêutico que trabalha na criação de produtos da área de dermocosméticos.

O mercado brasileiro de higiene e cosméticos é um dos que mais crescem no mundo. O problema é que as necessidades do setor são tão específicas que as próprias companhias tiveram de desenvolver cursos para atender às suas necessidades, como a Johnson & Johnson, por exemplo. Em média, um engenheiro químico especializado ganha 20.000 reais por mês. Já nas empresas voltadas para a alimentação, outra área que se expandiu com o aumento da renda, a busca é por profissionais formados em ciência da computação. Sua missão é criar sistemas de gerenciamento de filiais e de funcionaménto das fábricas. Terão emprego assegurado os que apresentarem pós-graduação em gestão de projetos - para coordenar a integração dos sistemas de informática - e habilidade para operar ferramentas como a SAP, nome dado à tecnologia líder que cria, por exemplo, sistemas de controle de estoque.

Empresas entrevistadas: Johnson & Johnson, Unilever, Grupo Boticário, Nestlé, PepsiCo, Procter & Gamble e Natura.

 

Construção

O engenheiro que gerencia 

A formação pode variar em decorrência da área de atuação da empresa, mas o profissional mais almejado pelas empreiteiras hoje é o gerente de contrato, a quem cabe coordenar 
todas as etapas de uma obra. Por ele, as empresas estão dispostas a pagar até 30.000 reais por mês. Seis das nove companhias entrevistadas disseram confiar o cargo a engenheiros civis, duas citaram os engenheiros mecânicos e outra optou pelo engenheiro naval. Cinco anos de experiência no ramo e mais uma especialização técnica - em rodovias, estruturas ou, como pedem três dos executivos entrevistados, petróleo ­completariam o perfil do profissional dos sonhos das construtoras.

Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, acrescentou mais um item ao pacote: um MBA em gestão de pessoas. "Em muitas cidades pequenas em que fazemos grandes obras, o nosso gerente de contrato precisa saber mais do que administrar os funcionários sob o seu comando: precisa ser capaz de construir uma boa relação com a população local", diz ele.

Empresas entrevistadas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Construcap, Egesa, Barbosa Mel/o, Mendes Júnior, WTorre e Galvão.

 

Eletricidade e gás

O especialista 

Engenheiro eletricista com no mínimo quinze anos de profissão, experiência na construção civil e pós-gradua­ção em gestão de projetos: no setor de eletricidade e gás, você vale ouro. Se tiver domínio dos chamados sistemas elétricos de potência, então, poderá escolher onde quer trabalhar. O conhecimento da cadeia operacional que engloba geração, transmissão e distribuição de energia elétrica é crucial, por exemplo, para prevenir a ocorrência de apagões. Com essa ferramenta, o engenheiro eletricista pode avaliar as possibilidades de abastecimento de energia em estados que estão passando por período de seca ou decidir para onde vai a sobra energética de regiões com intenso período de chuvas. Neste momento, a maioria desses profissionais já estuda os impactos das usinas de Santo Antõnio e Jirau na distribuição de energia do país. Em breve, esse conhecimento valerá ouro.

Empresas entrevistadas: Eletropaulo, Light, Grupo Neoenergia, Comgás, Copagaz, Elektro, Ampla e CPFL.

 

Financeiro

O economista digital

Empresas do setor financeiro procuram, sobretudo, economistas. Mas um, em particular, é hoje especialmente cobiçado por bancos, seguradoras e empresas de meios de pagamento: o economista especializado em tecnologia digital. Esse profissional é essencial para que as empresas do setor estejam sintonizadas com as novidades do ramo - no mês passado, pela primeira vez, as transações bancárias remotas (por internet ou celular) ultrapassaram as físicas (feitas diretamente em agências ou em caixas eletrônicos). Aos profissionais do futuro das financeiras caberá finalizar essa transição de forma eficaz e segura. Especializações em gestão de riscos e conflitos também são bem-vistas pelos empregadores: três das empresas entrevistadas disseram considerar que os cursos ajudam a capacitar o profissional para algumas das tarefas mais delicadas que o setor exige: negociar com habilidade e tomar decisões em situações extremas, como no caso de desajustes sérios de mercado.

Empresas entrevistadas: Itaú, Santander, HSBC, BB Mapfre, Citibank, Porto Seguro, Visa, Cie/o, MasterCard e SulAmérica.

 

Extração mineral e indústria

O químico politicamente correto

Um engenheiro químico ou de minas, com especialização em meio ambiente e fluência em inglês, espanhol e mandarim, é o tipo de profissional que faz brilhar os olhos dos recrutadores de talentos nas minera­doras e indústrias de transformação. As empresas desse setor têm nas grandes companhias internacionais alguns de seus maiores clientes, o que exige que se adaptem a elas. "As multinacionais dão muita importância, por exemplo, à questão do meio ambiente e da segurança no trabalho. Assim, necessitam que suas parceiras no Brasil sigam padrões igualmente rígidos nessas áreas. Precisamos de profissionais que consigam atingi-los", diz Ricardo Ribeiro, diretor de segurança, saúde e meio ambiente da Anglo American. Esses engenheiros serão os responsáveis por certificar que tudo o que as empresas fazem está de acordo com as leis ambientais e que suas práticas são sustentáveis. Por esse trabalho, recebem em torno de 20.000 reais mensais.

Empresas entrevistadas: Vale, Gerdau, Braskem, Alcoa, Anglo American, Magnesita, Albra e Votorantim.

 

Logística

O perito em leva e traz

O profissional que povoa os sonhos do setor de logística é o engenheiro, civil ou de produção, capaz de criar mapas de distribuição eficientes e econômicos para transporte de produtos. Chamado de roteirizador, esse profissional é fundamental para ajudar o setor a acompanhar o crescimento das vendas de alimentos e eletrodomésticos, por exemplo. Um excelente roteirízador, segundo as cinco empresas ouvidas por VEJA, tem de ter pós-graduação em planejamento de transportes.

As mais recomendadas foram a de logística distribuição, da FIA, e a de logística empresarial, da FGV. Esses cursos fornecerão os conhecimentos que a função exige: legislação de transportes, formação de preços e controle de armazenagem. Se a companhia também atuar fora do país, um curso em comércio exterior cairá muito bem. E o feliz contrata­do ganhará, pelo menos, 11.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Tegma, Treelog, ALL, DHL e TNT.

 

Varejo

O vendedor conectado

O futuro do varejo é o e-commerce, ou o comércio on-line. Por isso, administradores com especialização nessa modalidade de negócio são os profissionais mais requisitados pelas grandes vendedoras do país. "Por causa da demanda, dobramos o pessoal do nosso site de vendas três vezes só no ano passado", diz Narita Oliveira, diretora de recursos-humanos doGrupo Pão de Açúcar: O fato desse ramo-de atividade ter surgido apenas recentemente torna ainda mais estratégi­ca a figura do administrador. É ele o profissional que detém os conhe­cimentos necessários para realízar mudanças estruturais em empresas e desenhar novos modelos de negócios. Por ele, pagam-se entre 15.000 e 20.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Pão de Açúcar, Netshoes, Magazine Luiza, Grupo SBF, Makro, Drogasil, C&C e Lojas Cem.

 

Tecnologia da informação

O criador virtual

O profissional mais desejado pelas empresas do setor de tecnologia da informação é o formado em ciência da computação ou análise de sistemas. Nas operadoras de telefonia - que viram a sua base de clientes mais do que dobrar em cinco anos, com a emergência da classe C -, será disputado a tapa aquele que souber desenvolver e aprimorar, por exemplo, programas de compras de filmes pela televisão e sistemas de cobrança.

Em empresas como o Google e a Microsoft, os mais procurados são os capazes de criar aplicativos de sucesso para smartphones e programas de gerenciamento para grandes companhias. Para entrar nesse ramo, é preciso dominar, além das linguagens básicas de informática, como C++ e Java, outras, mais avançadas, como Python e Ajax (usadas para desenvolver­ programas como os de reservas de voo pelos sites das companhias). As empresas também cobiçam o profissional que tenha cursado um MBA na área de finanças - em tempo integral, porque isso permite que ele se dedique só ao desenvolvimento de ideias. Daniela Sicoli, gerente de recursos humanos da Microsoft Brasil, diz que a empresa incentiva o curso da Esade Escola de Negócios, em Barcelona (Espanha), que está entre as melhores da área no mundo e tem parceria com outras universidades.

Empresas entrevistadas: Oi, Tim, Claro, GVT, Nextel, Google e Microsoft.

 

As 8 característica do profissional mais cobiçado do mercado

 

1 - É engenheiro civil

Por quê: o Brasil quadruplicou seus investimentos em infraestrutura nos últimos 10 anos, mas o número de engenheiros formados permaneceu insuficiente.

2 - Tem pós-graduação ou MBA em finanças

Por quê: com a crise econômica de 2008 e a necessidade de ganhar novos mercados, as empresas passaram a buscar profissionais com um olho na sua área e outro no orçamento, nos preços e na concorrência.

3 - Estudou ou trabalhou no exterior

Por quê: quem viveu fora do país tende a se adaptar mais facilmente a novas situações e mudanças inesperadas.

4 - Já fez algum tipo de trabalho voluntário

Por quê: na visão de empregadores, a experiência acrescenta duas qualificações preciosas ao profissional - facilidade para trabalhar em equipe e curiosodade em conhecer novas realidades.

5 - Cursou um MBA em gestão de projetos

Por quê: é o tipo de conhecimento que habilita o profissional a ajudar sua empresa a se expandir. Permite, por exemplo, que ele coordene o investimento em novos produtos ou a abertura de uma unidade.

6 - Fala inglês, espanhol e tem noções de mandarim

Por quê: depois da China, o Brasil é hoje o país que mais recebe investimentos em projetos.

7 - Tem ao menos 10 anos de atuação no mercado

Por quê: os últimos solavancos da economia não deixaram espaço para iniciantes.

8 - Não se importa de morar em lugares longe dos grandes centros

Por quê: os negócios no Brasil se expandem cada vez mais para longe dos centros urbanos. As empresas querem gente capaz de prospectar novos mercados e liderar abertura de filiais.

 

Promoção ano sim, ano não

Leonardas Mitrulis, gerente executivo da construtora Camargo Corrêa, costumava receber, de algum headhunter profissional, ao menos uma proposta de emprego anual­mente. Nos últimos dois anos, porém, passou a receber três ofertas anuais. O crescimento nos investimentos em infraestrutura fez profissionais como ele valerem ouro.

Formado em engenharia civil pela Unicamp, com MBA em administração financeira, uma especialização em economia, inglês, espanhol e francês fluentes e um ano de intercâmbio em Bruxelas, Leonardas tem um currículo que faria chorar de felicidade dez entre dez gerentes de RH. Ele começou na empresa como trainee e, formado, passou três anos trabalhando na construção da usina hidrelétrica de Porto Primavera, na divisa de São Paulo com o Paraná e Mato Grosso do Sul. Nos fins de semana, viajava por uma hora e meia até Presidente Prudente para assistir às aulas do MBA. De volta a São Paulo, assumiu a área de negócios estruturados. Hoje, aos 39 anos, gerencia todo o planejamento comercial e estratégico dos projetos da empresa. Nos últimos cinco anos, já foi promovido três vezes.

 

Os headhunters não deixam ela em paz

O salário da engenheira civil carioca, Verônica Mattos, de 38 anos, teve três gordos aumentos nos últimos 5 anos. Desde que, em 2010, ela se tornou a número 2 da empresa criada pela multinacional Endesa, a Prátil, especializada em desenvolvimento e vendas de serviços e produtos como seguros e soluções em engenharia, começou a receber 5 propostas de emprego por ano. Antes, Verônica era chefe de departamento comercial de outra empresa da Endesa. Ela conta que o assédio dos headhunters, como são chamados os recrutadores profissionais, já a deixou constrangida. "Eles buscam o perfil pela internet e ligam diretamente para o meu escritório." Em contrapartida, diz, "não deixa de ser um alívio pensar que, enquanto muitos colegas ficaram desempregados por causa da crise, eu tive oportunidades de crescer". Verônica tem 2 MBAs - em engenharia econômica e organização industrial e management. Decidiu fazer os curso para dominar outras áreas estratégicas da empresa, onde trabalha desde 1997. "Comecei construindo lojas, atividade ligada à engenharia civil. Depois das especializações, passei pelos setores financeiro, comercial e de gestão de pessoas. Foram experiências fundamentais para que eu consegisse meu cargo atual.

 

Qualificação sob medida

 

O custo de esperar pela modernização do ensino ou de buscar um profissional pronto no mercado é muito alto. Por isso, proliferaram nos últimos cinco anos parcerias de grandes empresas com faculdades em cursos de pós-graduação e MBA, e houve a criação de universidades corporatívas. A empresa de logística ALL, por exemplo, opera com transporte ferroviário, setor desprezado pelas faculdades. A solução para capacitar seus funcionários foi criar, em 2009, uma pós-graduação em engenharia ferroviária em parceria com a Universidade Positivo.

 

O curso tem duração de um ano e ensina todo o funcionamento da cadeia ferroviária. A Vale, que também depende do transporte ferroviário, oferece especializações em ferrovias, porto e mineração, em um acordo com universidades federais. Não forma­mos só para nós mesmos. Precisamos que nossos parceiros também tenham profissionais capacitados, para que nos prestem bons serviços", diz Maria Gurgel, diretora de recursos humanos da Vale.

 

A Procter & Gamble fez uma parceria com a Fundação Instito de Administração (FIA) para ministrar aos seus funcionários um MBA em gestão de liderança, O objetivo é forrnar bons gestores de projetos para a criação de um novo produto ou a amplia­ção de uma fábrica, por exemplo. Outras empresas apostam em programas de estágio para formar seus futuros líderes. Hoje, seis em cada dez empresas têm programas de treinamento. Dez anos atrás, tínhamos metade disso", afirma Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

 

A Unilever tem 12.000 funcionários em todo o Brasil e diz que grande parte deles começou do zero na rnultlnacional. "Esses cursos são uma forma encontrada pelas grandes companhias para dar o conheci­mento prático aos estudantes, que, em geral, aprendem só teoria na faculdade", afirma Divonzir Gusso, pesquisador do Ipea. Por isso, muitas empresas enfatizam que é muito difícil conseguir o primeiro emprego se o profissional não fez estágio na área, mesmo que tenha bom currículo acadêmico. A oferta de cursos e um plano de carreira são fórmulas eficientes encontra­das pelas companhias para reter sua mão de obra capácitada e evitar que ela seja "roubada" pela concorrência.

publicado por INESUL às 21:51

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