Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

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Jun 13

O ManpowerGroup divulgou os resultados da oitava Pesquisa Anual sobre a Escassez de Talentos (Talent Shortage Global Survey), que relata a dificuldade que os empregadores encontram para preencher as vagas em suas organizações. Foram ouvidos quase 40 mil empregados em 42 países e regiões durante o primeiro trimestre do ano. O Brasil participa desde 2010.

Por aqui, 68% dos entrevistados apontaram que enfrentam esse problema, quase o dobro da média global de 35%. É a segunda vez consecutiva que o país aparece em 2º lugar no ranking, ficando atrás apenas do Japão (85%).

Em2013, apesquisa apresenta uma novidade em relação às edições anteriores: o nível de consciência das empresas em como a dificuldade em contratar profissionais qualificados impacta diretamente nas organizações.

A principal delas é a redução da capacidade para atender adequadamente os clientes, relatados por 43% dos empregadores. Além disso, 39% dizem que a escassez de talentos reduz a competitividade e produtividade em geral. Para 25%, essa dificuldade resulta em um aumento da rotatividade de pessoal, enquanto 22% acreditam que a escassez pode reduzir a criatividade e a inovação.

O estudo também aponta os dez principais postos de trabalho com a maior dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Técnicos, Operadores de Produção e Profissionais de Finanças foram os três mais citados pelos empregadores no Brasil.

“A falta de profissionais de habilidades técnicas é um problema estrutural no Brasil, já que os cursos técnicos não eram prioridade na formação dos jovens e isso gera uma grande dificuldade em se achar esse tipo de profissional, ainda mais com o aumento da infraestrutura nacional, aos grandes investimentos que o país está recebendo e ao bom momento econômico”, enfatiza Riccardo Barberis, country manager do ManpowerGroup Brasil.

 

Cargos mais difíceis de preencher no Brasil

A escassez de talentos é endêmica em todo o mundo, porém mais aguda no Japão (85%), Brasil (68%), Índia (61%), Turquia (58%) e Hong Kong (58%). Empregadores na Irlanda (3%), Espanha (3%), África do Sul (6%), Holanda (9%) e República Tcheca (9%) são os menos propensos a enfrentar escassez neste ano.

Entre os motivos mais comuns para não preencher funções, está chamada de falta de competências técnicas e habilidades mensuráveis com 34%, a simples falta de candidatos com 32% e a falta de experiência com 24%.

As estratégias mais comuns que as organizações estão adotando para enfrentar a escassez de talentos é o aumento dos treinamentos pelos empregadores, tais como o fornecimento de melhores oportunidades de desenvolvimento para a equipe atual, redefinindo descrições de cargos, ou aumentando os benefícios.

O treinamento ajuda a contornar a crise ao instruir mais o staff atual e promover as pessoas que demonstrarem o potencial de crescer e se desenvolver.

Outra saída é a implementação de diferentes modelos de trabalho, como a oferta de contratos de trabalho mais flexíveis ou redesenhar atual procedimentos de tarefas. Explorar fontes alternativas de talentos, como os trabalhadores mais velhos, jovens ou mover o trabalho para onde o talento está localizado também são consideradas boas alternativas.

"Depois de anos falando sobre a escassez de talentos, os resultados da pesquisa mostram os empregadores estão agora despertando para os efeitos de negócios, que ocorre quando o talento é escasso. Os líderes empresariais têm aceitado que a escassez de talentos é um desafio permanente, de longo prazo e estão prontos para lidar com soluções, eles só querem orientação", finaliza Barberis.

Fonte: ABRH/PR

publicado por INESUL às 15:03

1 comentário:
Vemos na atualidade muitas pessoas saindo das universidade, somente com o seus diploma mas muitos não estão apto para sua carreira profissional.
Celso Rodrigues a 19 de Junho de 2013 às 21:39

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