Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

25
Fev 13

O saque de cargas nas estradas paulistas reflete no aumento de até 15% no valor cobrado pelos fretes, já que as empresas precisam desviar as rotas de entregas. Na transportadora Americana, em Campinas (SP), quando os caminhões precisam passar pela rodovia Regis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do país, eles desviam o trajeto para evitar um trecho de 20 quilômetros entre as cidades de Juquitiba (SP) e Miracatu (SP), onde existe maior incidência de saques. Esse desvio faz os motoristas andarem 100 quilômetros a mais, gerando um aumento no frete, além de duas horas a mais no percurso.


O vice-presidente da empresa Silvio Sanches, afirma que esse desvio é necessário. "Acontecem saques todos os dias e o seguro não cobre, por isso nós precisamos nos prevenir e a única solução é aumentar o frete", disse o empresário, que também informou que a transportadora teve dez carretas saqueadas em 2012.


Os ataques são promovidos por grupos à pé, que utilizam em geral pedras e pedaços de pau para intimidar os motoristas, que são obrigados a abrir o compartimento de carga para ter a mercadoria saqueada. Ao contrário das ações do crime organizado, que têm um foco específico, esses ataques não tem um objetivo claro. Segundo a Polícia Rodoviária, os criminosos recolhem tudo o que podem carregar nas costas e não têm restrição de carga.


O coronel Paulo Roberto de Souza, que é assessor de segurança da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo (Fetcesp), afirmou que os problemas maiores acontecem nas áreas paulistas das Rodovias Regis Bittencourt e Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte (MG). "O horário crítico é entre 6h e 10h, então eles precisam evitar esse horário, é uma medida preventiva", afirmou.



Motoristas


O motorista da transportadora Americana José Roberto Ricci foi um dos que tiveram o caminhão saqueado. "É muito assustador, eles prendem a gente na cabine, não deixam a gente sair e tiram tudo". Já o motorista de outra empresa Carlos Pereira pede maior presença da Polícia Rodoviária. "Eles não ficam perto da gente, precisava ter um acompanhado, assim eles vão conseguir diminuir o índice de roubos", disse.


A Polícia Rodoviária de São Paulo alegou que mapeou os lugares mais vulneráveis, mas que é complicado combater os criminosos porque muitas vezes são crianças e adolescentes que vivem em bairros carentes perto das estradas.
publicado por INESUL às 15:43

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