Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

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Fev 13

Trem sobre trilhos sul-africanos, sem data

Brasília - Há risco de o programa de concessão de ferrovias, anunciado em agosto do ano passado, não estimular a concorrência nos níveis desejados pelo governo e, por isso, não reduzir os custos do transporte como o esperado.

O alerta foi feito por três pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na nota técnica "Considerações sobre os Marcos Regulatórios do Setor Ferroviário Brasileiro - 1997 - 2012."

"A mensagem geral é que o programa é bom e tem a possibilidade de ampliar a concorrência no setor ferroviário brasileiro", disse o pesquisador Fabiano Pompermayer. Os outros autores são Carlos Campos Neto e Rodrigo Abdala Sousa. Eles, porém, chamam a atenção para potenciais problemas.

O primeiro é como garantir, de fato, a entrada de novos operadores de carga no sistema ferroviário. O governo desenhou um modelo pelo qual vai licitar a construção de novas linhas férreas. A estatal Valec comprará toda a capacidade de carga e a revenderá aos interessados.

O problema, disse o pesquisador, é que as empresas que hoje dominam o transporte nesse modal poderão tentar comprar mais capacidade de que necessitam, apenas para impedir a entrada de concorrentes. "Se o preço for baixo, aumenta o risco disso acontecer."

Fardo

A decisão de fazer a Valec comprar toda a capacidade de transporte das linhas pode representar um fardo pesado para o Tesouro Nacional, principalmente no início do novo sistema. Pompermayer comentou que as linhas que saem do centro do País rumo aos portos não terão problema de demanda, pois há um grande volume de commodities a ser escoado.

 

Edital: Patrícia Miranda

publicado por INESUL às 06:34

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