Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

26
Jan 13

Lançado em 1987 para transportar a produção de maçãs e frutas de Vacaria, com a aposta de impulsionar a economia da região nordeste do Estado, o aeroporto de cargas demorou tanto para ser concluído que o cenário para o qual foi projetado não existe mais.
A maçã agora é distribuída por caminhão ou navio. Vacaria não oferece volume suficiente de cargas nem de passageiros para movimentar o terminal.
Ex-diretor do Departamento Aeroportuário do Estado (DAP) no governo Pedro Simon, o engenheiro Fernando Bizarro lembra que o aeródromo de Vacaria nasceu para impulsionar os negócios na região. Integrava um plano maior para dotar o Estado de linhas aéreas regulares. Mas os entraves burocráticos, as licenças ambientais, os desacordos com as empreiteiras provocaram sucessivos atrasos.
– As obras demoram tanto para acontecer que, quando ficam prontas, as circunstâncias já mudaram – lamenta o ex-diretor do DAP.
Bizarro observa que o mesmo ocorreu com o aeroporto de Torres. À época do projeto, milhares de argentinos frequentavam o Litoral Norte, inclusive comprando imóveis. Imaginava-se que poderiam chegar ao balneário em voos charter (fretado por uma empresa para destinos turísticos), mas a crise argentina cortou a migração dos hermanos.
Reunião em Brasília define Caxias como prioridade
A organização Contas Abertas se manifestou sobre o aeródromo de Vacaria, que ficou com uma pista de R$ 20 milhões perdida no meio do campo – como ZH mostrou ontem. Diretor executivo da entidade, Gil Castello Branco critica que o caso evidencia a “incompetência dos gestores” desde o planejamento até a execução da obra:
– Foi um ônus para uma geração, mas sem significar um bônus para a geração seguinte. Infelizmente, mais um desperdício de recursos públicos.
Castello Branco diz que os governos posteriores poderiam ter redirecionado o projeto, ajustando-o à nova realidade. Não foi por falta de avisos. Em 2003, o Plano Aeroviário do Estado, aprovado pelo Comando da Aeronáutica, informou que a região serrana de Vacaria tinha apenas 2% do total da população e 1,7% do PIB gaúcho, o que “denota sua pouca expressão econômica”.
Ontem, em Brasília, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Caleb de Oliveira, tratou dos R$ 310,8 milhões que o governo federal investirá em 15 aeroportos gaúchos. Não foi definido quanto será aplicado em cada terminal, mas Caxias do Sul está entre as prioridades. Caleb recebeu garantias de que não faltarão recursos adicionais, caso a verba total seja insuficiente.

publicado por INESUL às 04:43

Janeiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
12

13
19

20



mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

28 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO