Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

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Jan 13

A pesquisa CNT do Transporte Marítimo 2012 traz um importante e vasto detalhamento de informações sobre o transporte marítimo no Brasil. Ela foi elaborada sob a visão das agências de navegação do país, empresas que vivem o dia a dia do modal.

Faz-se aqui uma avaliação da atividade para o segmento de cargas conteinerizadas nos tráfegos internacionais e de cabotagem.

Em 2011, com o crescimento do PIB brasileiro em 2,7% e crescimento global de 3,9%, tivemos uma alta da tonelagem de carga conteinerizada embarcada da ordem de 9% e descarregada de 16%. Em teus, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, o crescimento médio foi de 15%, tanto para exportações, quanto para importações. Em teus, o total de exportações pelos portos brasileiros foi de 3,2 milhões e importações de 3,4 milhões, podendo-se avaliar um equilíbrio. A cabotagem representa um número adicional ao redor de 300 a 400 mil teus anuais.

Dos mercados mais significativos em volumes, na exportação houve crescimento de 27% para a Ásia, 8% para o Norte da Europa, e 23% para o Caribe e Golfo do México e 7% para os Estados Unidos e Canadá. Na importação, entre os mercados mais expressivos o maior crescimento foi da Ásia com 39%, Norte da Europa com 11% e Estados Unidos e Canadá com 9%.

Se somados os números movimentados em todos os portos brasileiros em 2011 teremos um comércio em contêineres no Brasil de 7 milhões de teus por ano. De acordo com a pesquisa CNT do Transporte Marítimo 2012, os portos brasileiros cobraram, em média, US$ 200 por unidade movimentada. Rotterdã, na Holanda, movimentou 11,88 milhões de teus/ano e Hamburgo na Alemanha 9 milhões de teus/ ano em 2011. Nesses dois portos, o custo médio para movimentar um contêiner foi de USS 110 por unidade. Já no sudoeste da Ásia, o porto de Tanjung Pelepas, na Malásia, movimentou 7,5 milhões de teus, ou seja, meio milhão a mais que todos os portos brasileiros somados e cobrou, em média, USD 75,00 por contêiner movimentado.

É bom lembrar que o custo médio por contêiner movimentado não inclui custos com rebocador, praticagem, demora para descarga ou carregamento ou outros custos decorrentes do processo moroso para exportar e importar no Brasil. Refere-se à remuneração da operação portuária, a sua estrutura de equipamentos, gestão, mão de obra, entre outros.

Ganhos de escala à parte, a diferença de custos de movimentação do Brasil para os portos europeus ou asiáticos dá a medida de quão caros são os portos brasileiros. 

Somente a partir de 2011, na região Sul, e 2013, na região Sudeste, o Brasil sai da operação portuária quase monopolista, o que tende a ser um incentivo para melhorias de serviço e redução de custos.

Provavelmente, a movimentação portuária brasileira não teria crescido mais do que os 15% em 2011, mas imagine acessos portuários adequados, operação 24 horas dos órgãos intervenientes e tarifas asiáticas pelo menos na cabotagem. Não é garantia de maior competitividade para os produtos brasileiros, mas uma elevação da barreira a ser transposta, com o referencial de indicadores internacionais.

publicado por INESUL às 20:11

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