Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

24
Mai 12
Segue abaixo texto extraído da Revista Veja:

Quem é o profissional que toda grande empresa contrataria imediatamente e a qualquer preço, segundo setenta líderes de mercado ouvidos por VEJA.

 

Revista Veja - por Julia Carvalho e Carolina Rangel

 

Se você é engenheiro civil, cursou pós-graduação em finanças e outra em gestão de projetos, atua há pelo menos dez anos no mercado, fala inglês, espanhol e arranha um mandarim, não faz questão de morar em um grande centro, não se im­porta em viajar regularmente, já fez algum tipo de trabalho voluntário na vida e, em algum momento, estudou ou traba­lhou no exterior, parabéns! Para as maiores empresas brasileiras, você é a visão da terra prometida, a última Coca-Cola gelada do deserto, o pro­fissional que todas sonham em contratar. Mais do que isso, você tem tudo para merecer um salário que já começa em cinco dígitos (e vai su­bindo a perder de vista) e não terá de se preocupar em procurar emprego na próxima década - ele virá correndo até você.

 

Para chegar ao perfil do profissional mais cobiçado do mercado, a reportagem de VEJA ouviu diretores e presidentes de setenta compa­nhias líderes nos setores mais pujantes da economia de acordo com a sua participação no PIB. São eles: tecnologia da informação, financeiro, va­rejo, agronegócio, energia, construção, extração mineral e indústria, logística e bens de consumo (alimentação e higiene). As entrevistas, feitas com a orientação de quatro especialistas em carreira, economia e enge­nharia, revelaram dados surpreendentes. Um deles: o profissional mais desejado pelas empresas brasileiras não é mais aquele que domina pro­fundamente a sua área de conhecimento. Ou melhor, não é mais aquele que domina APENAS a sua área de conhecimento. Em todos os nove setores pesquisados, o profissional mais raro e disputado é invariavel­mente um "combo": um agrônomo que entende de biotecnologia, por exemplo, ou um engenheiro naval com especialização em petróleo e MBA em gestão de pessoas. Em todos os casos, o que se busca, basicamente, é um profissional que alie ao conheci­mento técnico a capacidade de gerir um negócio. Para o engenheiro naval, por exemplo, não basta que ele seja perito em fazer cálculos e erguer plataformas de petróleo. É preciso que tenha conhe­cimento e habilidade para lidar com empregados nas diversas fases da pro­dução e eventualmente interagir com a população que será afetada pela cons­trução da plataforma.

 

Das dez graduações mais pedidas pelas empresas dos setores pesquisados, sete são algum tipo de engenharia, o que se explica pelo descompasso en­tre as necessidades do mercado e a produção recente das universida­des. "Nos, últimos vinte anos não houve grandes projetos de engenharia no Brasil", afirma Leandro de Aguiar, presidente da .Andrade Gutierrez Engenharia. Trata-se de um cenário em diferente do atual, com vul­tosos investimentos externos e da parte do governo federal. "Essa es­tagnação no período recente fez com que não formássemos profissionais em número suficiente para suprir a deman­da que temos hoje."

 

Mais do que engenheiros, no entan­to, as empresas desejam que seus me­lhores funcionários saibam lidar com dinheiro e consigam, por exemplo, elaborar projetos com reais chances de sair do papel. Para isso, eles têm de dar asas à criatividade mantendo os olhos no orçamento, nos pre­ços, na concorrência e nos lucros. É por esse motivo que a maior parte dos empregadoes entrevistados por VEJA disse considerar ideal o casa­mento entre duas pós-gradua­ções: em finanças e em gestão de projetos. As qualificações que elas oferecem ainda trazem outro bônus. Servem tanto para ajudar a expandir negócios em pe­ríodos de bonança como para blindá-los em momentos de crise. Nas páginas seguintes, VEJA mostra quais são os profissionais que têm o futuro garanti­do nos setores mais promissores da economia.

 

Agronegócio

O multiplicador de grãos

As oito empresas de agronegócio entrevistadas por VEJA concordaram que o engenheiro agrônomo é hoje o profissional mais solicitado do setor e três delas disseram considerar essencial que ele tenha especialização em biotecnologia. Esse conhecimento é o que possibilitará que a agroíndústrta continue aperfeiçoando seus métodos de produção. Desde a chamada Revolução Verde, iniciada na década de 60, o uso de defensivos, fertilizantes e o melhoramento genético de sementes - além da mecanização - resul­taram num extraordinário salto de produtivi­dade agrícola. No Brasil, o volume de grãos dobrou nos últimos vinte anos. As empresas esperam continuar aumentando esse ritmo de crescimento e, para isso, contam com o desenvolvimento de novas tecnologias. Por causa do crescimento das exportações do agronegócío brasileiro - elas atingiram 89 bilhões de dólares em 2011, 25% a mais do que em 2010 -, um candidato com MBA na área de administração, com ênfase em mercado internacional, seria mais do que bem-vindo, disseram três diretores. Outro item obrigatório no perfil do candida­to ideal é a disponibilidade para morar longe dos grandes centros, onde a produção realmente acontece.

Empresas entrevistadas: Louis Oreyfus Commodities, Cargill, Monsanto, Suzano Papel e Celulose, Raízen, Syngenta, SLC Agrícola e FMC.

 

Alimentação e higiene

O criador de beleza

No setor de produtos farmacêuticos e de beleza, a estrela da vez é o engenheiro químico ou farmacêutico que trabalha na criação de produtos da área de dermocosméticos.

O mercado brasileiro de higiene e cosméticos é um dos que mais crescem no mundo. O problema é que as necessidades do setor são tão específicas que as próprias companhias tiveram de desenvolver cursos para atender às suas necessidades, como a Johnson & Johnson, por exemplo. Em média, um engenheiro químico especializado ganha 20.000 reais por mês. Já nas empresas voltadas para a alimentação, outra área que se expandiu com o aumento da renda, a busca é por profissionais formados em ciência da computação. Sua missão é criar sistemas de gerenciamento de filiais e de funcionaménto das fábricas. Terão emprego assegurado os que apresentarem pós-graduação em gestão de projetos - para coordenar a integração dos sistemas de informática - e habilidade para operar ferramentas como a SAP, nome dado à tecnologia líder que cria, por exemplo, sistemas de controle de estoque.

Empresas entrevistadas: Johnson & Johnson, Unilever, Grupo Boticário, Nestlé, PepsiCo, Procter & Gamble e Natura.

 

Construção

O engenheiro que gerencia 

A formação pode variar em decorrência da área de atuação da empresa, mas o profissional mais almejado pelas empreiteiras hoje é o gerente de contrato, a quem cabe coordenar 
todas as etapas de uma obra. Por ele, as empresas estão dispostas a pagar até 30.000 reais por mês. Seis das nove companhias entrevistadas disseram confiar o cargo a engenheiros civis, duas citaram os engenheiros mecânicos e outra optou pelo engenheiro naval. Cinco anos de experiência no ramo e mais uma especialização técnica - em rodovias, estruturas ou, como pedem três dos executivos entrevistados, petróleo ­completariam o perfil do profissional dos sonhos das construtoras.

Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, acrescentou mais um item ao pacote: um MBA em gestão de pessoas. "Em muitas cidades pequenas em que fazemos grandes obras, o nosso gerente de contrato precisa saber mais do que administrar os funcionários sob o seu comando: precisa ser capaz de construir uma boa relação com a população local", diz ele.

Empresas entrevistadas: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Construcap, Egesa, Barbosa Mel/o, Mendes Júnior, WTorre e Galvão.

 

Eletricidade e gás

O especialista 

Engenheiro eletricista com no mínimo quinze anos de profissão, experiência na construção civil e pós-gradua­ção em gestão de projetos: no setor de eletricidade e gás, você vale ouro. Se tiver domínio dos chamados sistemas elétricos de potência, então, poderá escolher onde quer trabalhar. O conhecimento da cadeia operacional que engloba geração, transmissão e distribuição de energia elétrica é crucial, por exemplo, para prevenir a ocorrência de apagões. Com essa ferramenta, o engenheiro eletricista pode avaliar as possibilidades de abastecimento de energia em estados que estão passando por período de seca ou decidir para onde vai a sobra energética de regiões com intenso período de chuvas. Neste momento, a maioria desses profissionais já estuda os impactos das usinas de Santo Antõnio e Jirau na distribuição de energia do país. Em breve, esse conhecimento valerá ouro.

Empresas entrevistadas: Eletropaulo, Light, Grupo Neoenergia, Comgás, Copagaz, Elektro, Ampla e CPFL.

 

Financeiro

O economista digital

Empresas do setor financeiro procuram, sobretudo, economistas. Mas um, em particular, é hoje especialmente cobiçado por bancos, seguradoras e empresas de meios de pagamento: o economista especializado em tecnologia digital. Esse profissional é essencial para que as empresas do setor estejam sintonizadas com as novidades do ramo - no mês passado, pela primeira vez, as transações bancárias remotas (por internet ou celular) ultrapassaram as físicas (feitas diretamente em agências ou em caixas eletrônicos). Aos profissionais do futuro das financeiras caberá finalizar essa transição de forma eficaz e segura. Especializações em gestão de riscos e conflitos também são bem-vistas pelos empregadores: três das empresas entrevistadas disseram considerar que os cursos ajudam a capacitar o profissional para algumas das tarefas mais delicadas que o setor exige: negociar com habilidade e tomar decisões em situações extremas, como no caso de desajustes sérios de mercado.

Empresas entrevistadas: Itaú, Santander, HSBC, BB Mapfre, Citibank, Porto Seguro, Visa, Cie/o, MasterCard e SulAmérica.

 

Extração mineral e indústria

O químico politicamente correto

Um engenheiro químico ou de minas, com especialização em meio ambiente e fluência em inglês, espanhol e mandarim, é o tipo de profissional que faz brilhar os olhos dos recrutadores de talentos nas minera­doras e indústrias de transformação. As empresas desse setor têm nas grandes companhias internacionais alguns de seus maiores clientes, o que exige que se adaptem a elas. "As multinacionais dão muita importância, por exemplo, à questão do meio ambiente e da segurança no trabalho. Assim, necessitam que suas parceiras no Brasil sigam padrões igualmente rígidos nessas áreas. Precisamos de profissionais que consigam atingi-los", diz Ricardo Ribeiro, diretor de segurança, saúde e meio ambiente da Anglo American. Esses engenheiros serão os responsáveis por certificar que tudo o que as empresas fazem está de acordo com as leis ambientais e que suas práticas são sustentáveis. Por esse trabalho, recebem em torno de 20.000 reais mensais.

Empresas entrevistadas: Vale, Gerdau, Braskem, Alcoa, Anglo American, Magnesita, Albra e Votorantim.

 

Logística

O perito em leva e traz

O profissional que povoa os sonhos do setor de logística é o engenheiro, civil ou de produção, capaz de criar mapas de distribuição eficientes e econômicos para transporte de produtos. Chamado de roteirizador, esse profissional é fundamental para ajudar o setor a acompanhar o crescimento das vendas de alimentos e eletrodomésticos, por exemplo. Um excelente roteirízador, segundo as cinco empresas ouvidas por VEJA, tem de ter pós-graduação em planejamento de transportes.

As mais recomendadas foram a de logística distribuição, da FIA, e a de logística empresarial, da FGV. Esses cursos fornecerão os conhecimentos que a função exige: legislação de transportes, formação de preços e controle de armazenagem. Se a companhia também atuar fora do país, um curso em comércio exterior cairá muito bem. E o feliz contrata­do ganhará, pelo menos, 11.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Tegma, Treelog, ALL, DHL e TNT.

 

Varejo

O vendedor conectado

O futuro do varejo é o e-commerce, ou o comércio on-line. Por isso, administradores com especialização nessa modalidade de negócio são os profissionais mais requisitados pelas grandes vendedoras do país. "Por causa da demanda, dobramos o pessoal do nosso site de vendas três vezes só no ano passado", diz Narita Oliveira, diretora de recursos-humanos doGrupo Pão de Açúcar: O fato desse ramo-de atividade ter surgido apenas recentemente torna ainda mais estratégi­ca a figura do administrador. É ele o profissional que detém os conhe­cimentos necessários para realízar mudanças estruturais em empresas e desenhar novos modelos de negócios. Por ele, pagam-se entre 15.000 e 20.000 reais por mês.

Empresas entrevistadas: Pão de Açúcar, Netshoes, Magazine Luiza, Grupo SBF, Makro, Drogasil, C&C e Lojas Cem.

 

Tecnologia da informação

O criador virtual

O profissional mais desejado pelas empresas do setor de tecnologia da informação é o formado em ciência da computação ou análise de sistemas. Nas operadoras de telefonia - que viram a sua base de clientes mais do que dobrar em cinco anos, com a emergência da classe C -, será disputado a tapa aquele que souber desenvolver e aprimorar, por exemplo, programas de compras de filmes pela televisão e sistemas de cobrança.

Em empresas como o Google e a Microsoft, os mais procurados são os capazes de criar aplicativos de sucesso para smartphones e programas de gerenciamento para grandes companhias. Para entrar nesse ramo, é preciso dominar, além das linguagens básicas de informática, como C++ e Java, outras, mais avançadas, como Python e Ajax (usadas para desenvolver­ programas como os de reservas de voo pelos sites das companhias). As empresas também cobiçam o profissional que tenha cursado um MBA na área de finanças - em tempo integral, porque isso permite que ele se dedique só ao desenvolvimento de ideias. Daniela Sicoli, gerente de recursos humanos da Microsoft Brasil, diz que a empresa incentiva o curso da Esade Escola de Negócios, em Barcelona (Espanha), que está entre as melhores da área no mundo e tem parceria com outras universidades.

Empresas entrevistadas: Oi, Tim, Claro, GVT, Nextel, Google e Microsoft.

 

As 8 característica do profissional mais cobiçado do mercado

 

1 - É engenheiro civil

Por quê: o Brasil quadruplicou seus investimentos em infraestrutura nos últimos 10 anos, mas o número de engenheiros formados permaneceu insuficiente.

2 - Tem pós-graduação ou MBA em finanças

Por quê: com a crise econômica de 2008 e a necessidade de ganhar novos mercados, as empresas passaram a buscar profissionais com um olho na sua área e outro no orçamento, nos preços e na concorrência.

3 - Estudou ou trabalhou no exterior

Por quê: quem viveu fora do país tende a se adaptar mais facilmente a novas situações e mudanças inesperadas.

4 - Já fez algum tipo de trabalho voluntário

Por quê: na visão de empregadores, a experiência acrescenta duas qualificações preciosas ao profissional - facilidade para trabalhar em equipe e curiosodade em conhecer novas realidades.

5 - Cursou um MBA em gestão de projetos

Por quê: é o tipo de conhecimento que habilita o profissional a ajudar sua empresa a se expandir. Permite, por exemplo, que ele coordene o investimento em novos produtos ou a abertura de uma unidade.

6 - Fala inglês, espanhol e tem noções de mandarim

Por quê: depois da China, o Brasil é hoje o país que mais recebe investimentos em projetos.

7 - Tem ao menos 10 anos de atuação no mercado

Por quê: os últimos solavancos da economia não deixaram espaço para iniciantes.

8 - Não se importa de morar em lugares longe dos grandes centros

Por quê: os negócios no Brasil se expandem cada vez mais para longe dos centros urbanos. As empresas querem gente capaz de prospectar novos mercados e liderar abertura de filiais.

 

Promoção ano sim, ano não

Leonardas Mitrulis, gerente executivo da construtora Camargo Corrêa, costumava receber, de algum headhunter profissional, ao menos uma proposta de emprego anual­mente. Nos últimos dois anos, porém, passou a receber três ofertas anuais. O crescimento nos investimentos em infraestrutura fez profissionais como ele valerem ouro.

Formado em engenharia civil pela Unicamp, com MBA em administração financeira, uma especialização em economia, inglês, espanhol e francês fluentes e um ano de intercâmbio em Bruxelas, Leonardas tem um currículo que faria chorar de felicidade dez entre dez gerentes de RH. Ele começou na empresa como trainee e, formado, passou três anos trabalhando na construção da usina hidrelétrica de Porto Primavera, na divisa de São Paulo com o Paraná e Mato Grosso do Sul. Nos fins de semana, viajava por uma hora e meia até Presidente Prudente para assistir às aulas do MBA. De volta a São Paulo, assumiu a área de negócios estruturados. Hoje, aos 39 anos, gerencia todo o planejamento comercial e estratégico dos projetos da empresa. Nos últimos cinco anos, já foi promovido três vezes.

 

Os headhunters não deixam ela em paz

O salário da engenheira civil carioca, Verônica Mattos, de 38 anos, teve três gordos aumentos nos últimos 5 anos. Desde que, em 2010, ela se tornou a número 2 da empresa criada pela multinacional Endesa, a Prátil, especializada em desenvolvimento e vendas de serviços e produtos como seguros e soluções em engenharia, começou a receber 5 propostas de emprego por ano. Antes, Verônica era chefe de departamento comercial de outra empresa da Endesa. Ela conta que o assédio dos headhunters, como são chamados os recrutadores profissionais, já a deixou constrangida. "Eles buscam o perfil pela internet e ligam diretamente para o meu escritório." Em contrapartida, diz, "não deixa de ser um alívio pensar que, enquanto muitos colegas ficaram desempregados por causa da crise, eu tive oportunidades de crescer". Verônica tem 2 MBAs - em engenharia econômica e organização industrial e management. Decidiu fazer os curso para dominar outras áreas estratégicas da empresa, onde trabalha desde 1997. "Comecei construindo lojas, atividade ligada à engenharia civil. Depois das especializações, passei pelos setores financeiro, comercial e de gestão de pessoas. Foram experiências fundamentais para que eu consegisse meu cargo atual.

 

Qualificação sob medida

 

O custo de esperar pela modernização do ensino ou de buscar um profissional pronto no mercado é muito alto. Por isso, proliferaram nos últimos cinco anos parcerias de grandes empresas com faculdades em cursos de pós-graduação e MBA, e houve a criação de universidades corporatívas. A empresa de logística ALL, por exemplo, opera com transporte ferroviário, setor desprezado pelas faculdades. A solução para capacitar seus funcionários foi criar, em 2009, uma pós-graduação em engenharia ferroviária em parceria com a Universidade Positivo.

 

O curso tem duração de um ano e ensina todo o funcionamento da cadeia ferroviária. A Vale, que também depende do transporte ferroviário, oferece especializações em ferrovias, porto e mineração, em um acordo com universidades federais. Não forma­mos só para nós mesmos. Precisamos que nossos parceiros também tenham profissionais capacitados, para que nos prestem bons serviços", diz Maria Gurgel, diretora de recursos humanos da Vale.

 

A Procter & Gamble fez uma parceria com a Fundação Instito de Administração (FIA) para ministrar aos seus funcionários um MBA em gestão de liderança, O objetivo é forrnar bons gestores de projetos para a criação de um novo produto ou a amplia­ção de uma fábrica, por exemplo. Outras empresas apostam em programas de estágio para formar seus futuros líderes. Hoje, seis em cada dez empresas têm programas de treinamento. Dez anos atrás, tínhamos metade disso", afirma Leyla Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

 

A Unilever tem 12.000 funcionários em todo o Brasil e diz que grande parte deles começou do zero na rnultlnacional. "Esses cursos são uma forma encontrada pelas grandes companhias para dar o conheci­mento prático aos estudantes, que, em geral, aprendem só teoria na faculdade", afirma Divonzir Gusso, pesquisador do Ipea. Por isso, muitas empresas enfatizam que é muito difícil conseguir o primeiro emprego se o profissional não fez estágio na área, mesmo que tenha bom currículo acadêmico. A oferta de cursos e um plano de carreira são fórmulas eficientes encontra­das pelas companhias para reter sua mão de obra capácitada e evitar que ela seja "roubada" pela concorrência.

publicado por INESUL às 21:51

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