Blog do curso de Tecnologia em Logística da Faculdade INESUL

03
Nov 14

É flagrante a falta de competitividade da economia brasileira em razão dos fatores que formam o chamado custo Brasil, ou seja, alta carga tributária, encargos trabalhistas além da conta, excesso de burocracia nos portos e aeroportos, juros elevados, corrupção governamental, alto custo de energia, sobrevalorização do real e a ausência de uma política de comércio exterior menos errática. Mas nenhum desses fatores constitui obstáculo maior que a infraestrutura precária que o País oferece a quem quer produzir.

porto itapoaDe fato, sem investimentos pesados na construção e modernização de rodovias, ferrovias, hidrovias e acessos a portos e aeroportos, além
da ampliação da rede de armazenagem da safra de grãos, o País continuará condenado a apresentar ciclos curtos de crescimento, os chamados “vôos de galinha”. O resultado disso é que os produtos manufaturados brasileiros hoje, segundo cálculos do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), costumam ser, em média, 34% mais caros que os similares importados, o que acaba por inviabilizá-los tanto no mercado interno como no externo. E explica o fenômeno da desindustrialização por que passa o Estado de São Paulo, o mais rico e desenvolvido da Nação.

O que fazer? Talvez a única coisa que resta seja tocar um tango argentino, como recomendava o poeta Manuel Bandeira (1886-1968), sempre que se deparava com problemas insolúveis. Afinal, se o Brasil levou 86 anos para construir os atuais 220 mil quilômetros de rodovias, não se pode imaginar que seja capaz de pavimentar 700 mil quilômetros de rodovias até 2030. Nem que irá conseguir recursos para construir novas estradas, melhorar e fazer novos aeroportos, reduzir o caos portuário e ampliar a malha ferroviária, hoje muito abaixo de suas necessidades.

Afinal, estudo desenvolvido recentemente por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que o País precisaria investir R$ 1,09 trilhão nos próximos 16 anos para melhorar sua infraestrutura de transportes de forma a diminuir a distância em relação à de países com “grande competitividade econômica” e de dimensões continentais, como a China, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Ou seja, R$ 607 bilhões deveriam ser investidos em rodovias, R$ 364 bilhões em ferrovias, R$ 85 bilhões em portos e R$ 33 bilhões em infraestrutura aeroportuária.

Para se ter uma ideia do tamanho do investimento, basta lembrar que economia do Brasil tem um Produto Interno Bruto (PIB) nominal avaliado em R$ 4,14 trilhões. Logo, é fácil concluir que, sozinho, o governo jamais conseguirá investir em infraestrutura na mesma velocidade que a economia necessita, o que significa que a participação da iniciativa privada, inclusive de capitais estrangeiros, será cada vez mais necessária.

Nesse sentido, talvez uma alternativa seja copiar o exemplo da Grécia, que concedeu à empresa chinesa Cosco o direito de operar dois dos três terminais de contêineres do porto de Piraeus. O resultado é que o território grego está virando um centro de transporte regional na Europa.

Escrito Por : É professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP.

 

publicado por INESUL às 13:22

Em 1991, o então Presidente Fernando Collor iniciou o programa de venda de estatais brasileiras, entre elas a Usiminas, Celma, CNA e Alcanorte. Em 1992, ano de seu impeachment, já somava 12 empresas vendidas quando assumiu o Presidente Itamar Franco que, em três anos, vendeu outras 9 empresas, entre elas a CSN, Açominas, Acesita e a Embraer e fez a concessão da Ponte Rio-Niterói.

privatizacaoEntre 1995 e 2002, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso realizou as maiores privatizações da história do país. Foram 7 concessões de malhas ferroviárias incluindo 5 da Rede Ferroviária Federal, 5 concessões de rodovias e 10 empresas, incluído a Light, a Telebrás e outros 4 bancos. Mas, nada foi tão emblemático quanto à privatização da Vale do Rio Doce que se tornou uma referência de prejuízo substancial à economia do Brasil.

A Vale do Rio Doce foi criada em decorrência dos Acordos de Washington em 1942 no governo de Getúlio Vargas que, na Revolução de 1930, rescindiu o contrato de arrendamento onde o empresário estadunidense Percival Farquhar detinha direitos desde 1911. O objeto principal era a exploração das minas de ferro em Itabira-MG. Com o fim da Segunda Guerra, o Brasil passou a desenvolver a extração e por volta de 1969, com a exploração na região de Carajás no Pará, a Vale passou a ser a maior empresa de minério de ferro do mundo com jazidas suficientes para 400 anos. Tornou-se a terceira maior mineradora do mundo, a maior em extração de ouro na América Latina, com duas ferrovias, nove portos com a maior frota de navios graneleiros do mundo e várias empresas de alumínio, cobre, papel e celulose. Sua privatização, em 1997, desencadeou uma série de protestos nas ruas, no Congresso e ações judiciais. Porém, não foram suficientes para impedir a venda de uma empresa de patrimônio estimado em R$ 92 bilhões por R$ 3,3 bilhões. Para se ter uma ideia, no dia da privatização, a empresa tinha em caixa R$ 700 milhões e 13 bilhões de toneladas em reservas de minério de ferro, e não 3 bilhões como divulgado. E para o azeitamento da empresa foram demitidos quase 12 mil funcionários. Tornado-se uma empresa de capital aberto, a Vale alcançou R$ 12,4 bi em lucros só em 2006, e manteve um ritmo de crescimento constante sempre na casa dos bilhões de reais.

Em 2004, o então Presidente Lula reinicia a trajetória de privatizações com a venda de 2 bancos e a concessão de 8 importantes rodovias. Num passo seguinte, a Presidente Dilma Rousseff fez concessões de mais 2 rodovias e 5 aeroportos antes do leilão do pré-sal.

De 1991 até 2013 foram privatizadas 33 empresas e realizadas 29 concessões importantes no Brasil. Quanto ao valor, devido ao exemplo da Vale, não seria real estimar já que há um plano de desvalorização para obter o apoio da população e o interesse de grupos que, esses sim, sabem o quanto realmente custa. O que vale citar é que a arrecadação nessas transações se perde em contas públicas.

Tudo isso nos remete à atual situação da Petrobras. Será mesmo que estamos prestes a ver uma história fatídica se repetir? Precisamos analisar de forma apartidária para termos a ciência de que o Brasil vendeu uma riqueza conquistada em décadas de trabalho e não se desfez, como muitos pensam, de empresas que só nos traziam prejuízos. As diversas falhas na condução de estatais nada têm a ver com a inviabilidade dos negócios, mas com a incapacidade administrativa e com uma malha de corrupção que quer nos fazer acreditar que o bom negócio é nos livrar o quanto antes já que não conseguem gerenciar. Nos tornamos coniventes com um sistema político-administrativo incapaz, alimentadores da corrupção e omissos no controle patrimonial do país ao matamos a vaca para matar os carrapatos.

Um país funciona como uma empresa. Nele deve haver todos os procedimentos necessários que transformem seus planos, suas ações e seus controles num atendimento digno à sua população. Uma empresa que não possui patrimônio passa a ser uma atravessadora, assim como um país que não tem o domínio de suas riquezas passa a ser um simples arrecadador, e ambos não atraem os olhares de investidores.

Há casos de sucesso, mas da forma com que vem sendo conduzida a razão de uma privatização, só nos empurra para um estado de pobreza e de aceitação diante da incompetência em administrar. Se pensarmos que uma empresa pública que gera riquezas para o país deva ser vendida porque dá trabalho administrar, estamos, sem dúvidas, no caminho errado e muito perigoso para a economia do Brasil.

Fonte: http://www.logisticadescomplicada.com/o-perigoso-caminho-das-privatizacoes/

 

publicado por INESUL às 13:15

14
Abr 14

Cursos de Logística e Gestão Financeira promovem debate sobre os processos

logísticos

 

 

 

No mês de março, foi realizada uma palestra e no final um grande “debate” sobre

Processos Logísticos no auditório da Faculdade Inesul, ministrado pelos palestrantes

Renata Marcondes Tkotz e Clodoaldo Bigoli, representantes da Empresa Aesa –

Automolas e Equipamentos Ltda, situada em Cambé.

Os acadêmicos e professores da faculdade participaram ativamente do debate onde

uniu-se teoria e prática na troca com os Gestores da Empresa Aesa. O debate fluiu

de uma forma tão prática que todos os envolvidos trocaram suas experiências e

vivências profissionais do dia-a-dia. Os temas abordados foram: processos logísticos,

expedição, custos, a importância da comunicação nas tomadas de decisões, o dia-a-
dia da logística interna, e demais itens.

A coordenadora dos cursos de Tecnologia em Logística e Tecnologia em Gestão

Financeira do Inesul, Profa. Antonia Maria Gimenes, destacou que a importância

dos debates onde podemos expor nosso dia-a-dia e fazer uma troca de informações

com pessoas de alta performance, como a Gestora Renata e o Gestor Clodoaldo,

é de grande valia a todos os envolvidos na área Acadêmica, pois quando trocamos

experiências aprendemos duas vezes: lapidando nossos erros e acertos profissionais.

publicado por INESUL às 21:37

05
Fev 14

A Faculdade INESUL tem uma metodologia de ensino onde seu foco principal é trabalhar com Competências. Com isto, os novos docentes tiveram no dia 31 de janeiro, uma capacitação para  compreender o sistema de ensino da Faculdade. A professora Márcia Marques Dib, Diretora Acadêmica, foi quem ministrou a capacitação.

A todos os novos docentes, desejamos sucesso neste ano !
 



























publicado por INESUL às 18:56

No período de 22 a 24 de janeiro, os docentes do Instituto de Ensino Superior de Londrina - INESUL participaram de um curso de Capacitação sobre Técnicas de Ensino, ministrado pela Diretora Acadêmica, professora Márcia Marques Dib. O objetivo central da Capacitação foi de mostrar aos docentes várias técnicas que vão ao encontro da metodologia da Instituição, que é a da Problematização. Os docentes tiveram momentos de trocas de experiências e atividades em grupo. 
















publicado por INESUL às 17:53

17
Dez 13

No dia 11, aconteceu o sorteio do Programa Fidelidade INESUL do mês de dezembro. O Programa de Fidelidade INESUL faz parte do Projeto de Responsabilidade Social da Instituição, que tem como compromisso trabalhar com a fidelização, contribuindo para a formação universitária e agregando valores relacionados à responsabilidade social.

 

Além dos acadêmicos que estavam rigorosamente em dia com as mensalidades e participaram da Cantata de Natal, concorreram a um presente surpresa quem fez aniversário em novembro e dezembro. Também foram sorteados brindes para acadêmicos dos cursos de Radiologia e Fisioterapia e uma cesta de Natal para quem estivesse presente na hora do sorteio. Seguem abaixo os nomes dos ganhadores:

 

Aniversariantes dos meses de novembro e dezembro:

  • PS0113 – ARTHUR DEBOIT TOMAZ FILHO – ganhou brinde surpresa

 

Pontualidade:

  • TLG212 – SIDNEI MARQUES FAVA -  ganhou cesta de natal

 

Brinde para os alunos de Radiologia:

  • TRA113 – MARIA DE LOURDES ALVES DOS SANTOS – ganhou um livro de radiologia

 

Brinde para os alunos de Fisioterapia:

  • FIS010 – LUANA APARECIDA DOS SANTOS – ganhou um livro de fisioterapia
publicado por INESUL às 18:27

16
Dez 13

No dia 10 de dezembro, as coordenadoras de Gestão, Professoras Paola Guariso Crepaldi (Ciências Contábeis), Antonia Maria Gimenez (Tecnólogos) e Marcia Espiridião (Administração), organizaram uma Visita Técnica para os alunos de gestão do INESUL na Usina de Itaipu e nas Cataratas do Iguaçu. Esta visita contou também com a presença da Diretora Acadêmica, Professora Marcia Marques Dib. Essas visitas encerram com chave de ouro as visitas técnicas de 2013. Aguardem novos agendamentos para 2014. 















publicado por INESUL às 17:31

13
Dez 13

Todos os anos, o INESUL – Instituto de Ensino Superior de Londrina, e o CIE – Centro de Educação Profissional Integrado, realizam no mês de dezembro a Cantata de Natal. A maior parte das Cantatas existentes são calcadas em temáticas bíblicas. Trata-se de um gênero de música tipicamente vocal. Ela foi realizada no dia 09 de dezembro no auditório da Instituição, para os acadêmicos e seus familiares, colaboradores da Instituição e comunidade externa. Na programação constava a abertura com o pastor Pablo Rivera, onde fez uma reflexão sobre o significado do Natal, o Coral Aleluia do IPI de Ibiporã, com o regente Rogério Antonelli e o grupo de dança do Ministério de Dança Adorai, também de Ibiporã. No final das apresentações teve a chegada do Papai Noel e queima de fogos. 













publicado por INESUL às 20:15

03
Dez 13

Com um vídeo institucional, sorteio e atividades de cooperação, os candidatos ao Vestibular Premiado INESUL, foram recebidos pelos Coordenadores de Curso e pela Diretora Acadêmica, Márcia Marques Dib, no dia 28 de novembro nas dependências da faculdade. 
Os candidatos tiveram a oportunidade de conhecer a metodologia implantada na Instituição, viram como é o sistema de avaliação e aprovação e conversaram com seus coordenadores para esclarecer alguma dúvida. 
Na noite do Vestibular tivemos um sorteio de uma cesta de Natal, onde a premiada foi a candidata Marta Gonçalves Dias, que estará concorrendo a vaga no curso de Tecnólogo em Recursos Humanos.
 


















publicado por INESUL às 18:17

22
Nov 13

No período de 18 a 21 de novembro, o INESUL fez várias apresentações em homenagem ao Dia da Consciência Negra. 
Nos corredores da faculdade foram expostos painéis contando a história de alguns heróis afro brasileiros. São trabalhos feitos por alunos do Colégio Estadual Marcelino Champagnat, que gentilmente nos cederam o material. Também tivemos apresentação de capoeira, onde o Mestre Altair Vieira Pereira, além de apresentar o jogo da capoeira interagindo com os alunos, falou sobre o surgimento da capoeira no Brasil.
 






























publicado por INESUL às 13:38

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